quinta-feira, 25 de junho de 2009

Onde fundamento meu sacerdócio quais são as bases dele?


Olhando pra mim, o primeiro fundamento é Deus, pois ele é a origem e sentido de tudo.
Depois coloco a minha vida pessoal (eu e eu mesmo), minhas misérias, pois sou padre para mim, quando atendo uma pessoa curo alguma coisa em mim também, meus estudos, como padre tenho de ajudar meu povo a seguir o caminho de Deus. Nao posso parar no tempo. Isso por uma formação permanente como homem de oração, vejo que quando rezo, eu me encho de deus para leva-lo às pessoas. Me sinto tão bem. Parece que aquele dia adquire novo sentido. Estar junto com a pessoa amada. No lazer e amigos encontro neles meu apoio, pois através deles sinto os anseios de onde devo ir ou onde devo melhorar. No relacionamento com meus irmãos padres vejo que não estou sozinho nesse caminho, Eles são sinais das dimensões de Deus no mundo. No exercício do ministério, sou presença do Cristo junto a essas pessoas. Enfim. Meu ministério se fundamenta no coração do Cristo que se faz humano em mim.

Princípios e orientações para o Culto a Nossa Senhora


Se lermos a história de como se desenvolveram o culto e a devoção a Nossa Senhora, vamos perceber que no início do cristianismo Maria já era venerada pela Igreja oficial e pela piedade popular. A espiritualidade cristã é uma só, mas em todas as suas manifestações deve aparecer um colorido mariano. E, por sua vez, qualquer ato de culto ou devoção a Maria deve expressar-se no contexto global da fé cristã.
A Igreja a honra com culto especial ( ... ) Este culto, tal como existiu sempre na Igreja, é de todo singular ( ... ) ao honrarmos a Mãe, seja bem conhecido, amado e glorificado o Filho, e bem observados os mandamentos daquele pelo qual exis­tem todas as coisas" (LG, 66).
A Igreja nos oferece através de seu ensinamento ricos princípios e orientações que nos dão muita segurança.
O papa Paulo VI sintetiza esses princípios na exortação apostólica Marialis cultus. São sete: todo culto e devoção a Nossa Senhora devem decorrer e estar impregnados da dimensão trinitá­ria, cristológica, eclesial, bíblica, litúrgica, ecumênica e antropológica. Ao indicar esses princípios e orientações, a Igre­ja deseja que ponhamos em sintonia, que harmonizemos no culto e devoção a Maria as suas raízes, a tradição e a atualidade.
Portanto, para ser autêntica homenagem a Nossa Se­nhora, um culto deve ser fiel aos grandes pontos da nossa fé, à grande tradição da Igreja. Ao mesmo tempo, deve ser atualizado, ou seja, um culto que não nos afaste dos pro­blemas do mundo. Ao contrário, que nos leve a tê-Ios sempre presentes e nos comprometa com a realidade que nos cerca.
O Santo Concílio exorta com todo o empenho os teólogos e os pregadores da Palavra divina a que, ao considerarem a singular divindade da Mãe de Deus, se abstenham com cuidado tanto de qualquer falso exage­ro, como também duma demasiada pequenez de espíri­to. Com o estudo da Sagrada Escritura, dos santos pa­dres, dos doutores e das liturgias da Igreja, esclareçam com precisão, sob a orientação do magistério, as fun­ções e os privilégios da Santíssima Virgem, que sempre se referem a Cristo, origem de toda a verdadeira santi­dade e devoção. A Igre­ja nos adverte que a verdadeira devoção não consiste em sentimentalismo estéril e passageiro nem em certa vã credulidade. Uma verdadeira devoção a Nossa Senhora, insistimos, floresce das raízes da fé. Se assim for, não será sentimentalismo estéril e passageiro. Pelo contrário, nossa devoção vai ficar enriquecida se nela pusermos toda a nossa afetividade, toda a nossa ternura, toda a nossa emoção. Cf. Pe. João Batista Megale, Eis a Rosa. Maria, a Mulher mais Louvada. Paulinas, São Paulo, 2 edição, 2000.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

BENTO XVI SOBRE O PRESBÍTERO: ESPECIALISTA NA PROMOÇÃO DO ENCONTRO DO HOMEM COM DEUS


Os sacerdotes devem ser "especialistas" em Deus. Pode resumir-se assim, em extrema síntese, o magistério de Bento XVI sobre tudo aquilo que diz respeito ao ministério dos presbíteros na Igreja. Em seus mais de quatro anos de pontificado, o papa falou reiteradas vezes da identidade dos sacerdotes nos tempos atuais.Nesse sentido, uma mais orgânica e aprofundada reflexão estará no centro do Ano Sacerdotal, que terá início oficialmente na próxima sexta-feira, dia 19, com as Segundas Vésperas, presididas na Basílica de São Pedro pelo Santo Padre na solenidade do Sagrado Coração de Jesus.A propósito, retomemos algumas das mais significativas afirmações de Bento XVI sobre o sacerdócio.Quem vai à Missa – se ajoelha num confessionário, pede um conselho espiritual – encontra um sacerdote, mas na realidade quer encontrar Cristo e quer escutar a voz de Deus. Essa é a simples e, ao mesmo tempo, altíssima vocação de um sacerdote. Ser uma face mediante a qual se intui outra Face, pronunciar palavras que sejam a Palavra.Diante dessa extraordinária responsabilidade, que vai além de qualidades somente humanas, a humanidade de um sacerdote deve ser continuamente modelada na divindade do Sacerdote por excelência, Cristo.Essas convicções estão fortemente presentes no magistério de Bento XVI, convicções repropostas em todas as ocasiões que lhe permitiram expressar-se sobre esse tema e, de certo modo, preparar o Ano Sacerdotal.O sacerdote – observou o papa durante a Missa do Crisma deste ano – é um homem "que se afasta das coisas mundanas e se doa a Deus". E a meta final desse percurso é o objetivo que levou o pontífice a proclamar um Ano dedicado aos sacerdotes: "favorecer neles busca da perfeição espiritual", como ele mesmo afirmou no dia 9 de março, quando anunciou esse Ano Sacerdotal.Já em maio de 2006, por ocasião de sua viagem à Polônia, o papa dissera:"Os fiéis esperam dos sacerdotes somente uma coisa: que sejam especialistas na promoção do encontro do homem com Deus. Não se pretende que o sacerdote seja especialista em economia, em construção civil ou em política. Espera-se dele que seja especialista na vida espiritual (...) Sejam autênticos em sua vida e ministério. Olhando para Cristo, vivam uma vida modesta, solidária com os fiéis aos quais foram enviados. Sirvam a todos. Se vocês viverem da fé o Espírito Santo lhes sugerirá o que devem dizer e como devem servir."Todo presbítero sabe quais são os meios para a "perfeição": Eucaristia, fidelidade a uma oração profunda, formação permanente. O papa fala disso quase toda semana ao receber bispos do mundo inteiro que lhe apresentam a situação de suas Igrejas particulares. No dia 13 de maio de 2005, no tradicional encontro com o clero romano, Bento XVI traçou assim a missão do sacerdote:"Tudo aquilo que é constitutivo do nosso ministério não pode ser produto das nossas capacidades pessoais (...) Não somos enviados para anunciar nós mesmos ou nossas opiniões, mas o ministério de Cristo e, n'Ele, a medida do verdadeiro humanismo. Não somos encarregados a dizer muitas palavras, mas a ser portadores de uma só "Palavra"; que é o Verbo de Deus feito carne para a nossa salvação." (RL) http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=295339

Festas Juninas


O mês de Junho é marcado por três pessoas muito especiais e por causa deles o povo faz uma festa em sua homenagem. São Eles: Santo Antônio, São Pedro e São João. Estas festas estão gravadas na memória de nosso povo. A cada ano fazemos as festas juninas, as escolas o povo todo se agita para celebrar esses personagens. Vamos saber a história deles e a origem das festas juninas.
Fernando de Bulhôes, mas conhecido como Santo Antônio, nasceu em Lisboa nasceu no ano 1195. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou. Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. Após um ano de catequese nesse pais, teve de deixá-Io devido a uma enfermidade e seguiu para a Itália. Indicado professor de teologia pelo próprio são Francisco de Assis, adquirindo grande renome como pregador no sul da França e na Itália. Ficaram famosos seus sermões que encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuidos feitos prodigiosos, o que contribuia para o crescimento de sua fama de santidade. A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua. Antônio morreu a caminho de Pádua em 13 de junho de 1231. Foi canonizado em 13 de maio de 1232 (apenas 11 meses depois de sua morte) pelo papa Gregórjo IX. A profundidade dos textos doutrinários de santo Antônio fez com que em 1946 o papa Pio Xii o declarasse doutor da Igreja. No entanto, o monge franciscano conhecido como santo Antônio de Pádua ou de Lisboa tem sido, ao longo dos sécuios, objeto de grande devoção popular. Sua veneração é muito difundida nos paises iatinos, principalmente em Portugal e no Brasil. Padroeiro dos pobres e casamenteiro, é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basilica a ele dedicada. Tal foi o seu amor ao Filho de Deus feito homem, que a pregação sobre o mistério da Encarnação do Verbo era o ponto mais excelente. Certa vez Antonio recebeu a graça de que o Menino Jesus se colocasse em seus braços. Por isso é assim representado em suas imagens. Conhecido popularmente como santo casamenteiro, certamente Santo Antonio não se nega a interceder junto ao Senhor pelas jovens que desejam ardentemente encontrar companheiro para suas vidas. No entanto, muito mais que isso, Antonio é o grande pregador do mistério de Jesus Cristo, sendo portanto para todos nós um exemplo a seguir no cotidiano de nos~as vidas.
São João. João foi o precursor de Jesus. No ventre de Isabel saudou Jesus no ventre de Maria. Isabel e Zacarias eram de Idade avançada e Zacarias recebeu a visita do anjo Gabriel anunciando que Isabel estava grávida. Não acreditando o anjo lhe retira a voz retornando-a após o nascimento de João Batista. A partir do fato biblico vemos como ele se insere na cultura popular. As fogueiras dedlcadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada. O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça, uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro. O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve, juntamente com o "alferes da bandeira", responsável peia mesma, sair da véspera do dia em direção ao local onde será levantado o mastro. Contra a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança que lembre as feições do santo. O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que realiza as orações e benze o mastro.
São Pedro. Um dos Apóstolos. Teve papel importante no seguimento de Jesus. Seu nome é Simão. Responde pela fé de seus irmãos. Por isso Jesus troca o nome por Pedro, que significa pedra, para que Jesus edifique sobre ele a comunidade que aderem a ele na fé.
O pesquisador Mário de Andrade defin'e a quadrilha como "dança de salão, aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dançada também ao ar livre, nas festas do mês de junho, em louvor a São João, Santo Antônio e São Pedro. Os participantes obedecem ás marcas ditadas por um organizador de dança. O acompanhante tradicional das quadrilhas é a sanfona" . A quadrilha é dançada em homenagem aos santos juninos ( Santo Antônio, São João e São Pedro ) e para agradecer as boas colheitas na roça. Tal festejo é importante pois o homem do campo é muito religioso, devoto e respeitoso a Deus. Dançar, comemorar e agradecer

sexta-feira, 12 de junho de 2009

por que Namorar?


Se existe algo que mexe como coração de um jovem que começa a descobrir a sua afetividade e a sua sexualidade, é o desejo de namorar. Cantada em verso e prosa, esta fase da vida faz parte do desenvolvimento humano e do plano de Deus para nos fazer crescer e amadurecer no relacionamento, sendo também um caminho (embora não o único, nem o maior) de exercitar a capacidade de amar. Entretanto, para um jovem cristão, muitas interrogações se levantam: Por que namorar? Quando namorar? Como ter um namoro cristão?
A partir de um certo momento do desenvolvimento humano, sente-se a necessidade e a sadia curiosidade de relacionar-se com o sexo oposto, de descobrir parte da riqueza, da diversidade da obra criativa de Deus, uma outra pessoa que não é igual a mim, mas que em muitos pontos chega a me complementar. Neste ponto, o relacionamento com pessoas do outro sexo é enriquecedor e fonte de formação e edificação do meu crescimento como pessoa.
A partir dos meios de comunicação, as próprias crianças, adolescentes e jovens vão sendo manipulados nos seus afetos e instintos para que, de maneira precoce e deformada, vejam na pessoa do outro sexo um objeto de prazer genitalista ou um meio de satisfação de suas carências afetivas.
Isto é fruto do pecado que marcou as faculdades do nosso ser e também das feridas de família, onde a fé e o desenvolvimento dos valores cristãos foram abandonados e a unidade e indissolubilidade do matrimônio e da família, na vivência do amor, são negligenciadas ou até atingidas de maneira irremediável, produzindo no meio de nós gerações marcadas pela dor, insegurança, desvios afetivos, psicológicos e sociais.
É preciso que entendamos que o processo natural e salutar de conhecimento do sexo oposto como pessoa não implica necessariamente em um relacionamento de namoro, quando, pelo contrário, a amizade é o passo fundamental e sadio onde, pelo diálogo e a convivência, vamos podendo construir mutuamente a nossa personalidade de maneira sadia e equilibrada. Muitos jovens cristãos, como muitos que encontramos, se perguntam: Qual é a hora de iniciarmos o namoro?
Em primeiro lugar, é necessário que alguns tabus possam ser quebrados. Isto não significa que todas as pessoas tenham que namorar. Prova disso é que existem as vocações religiosa e sacerdotal e também os leigos que não se casam.
Entrando no processo de namoro procura-se orientar em algumas etapas para este discernimento:
A amizade se constitui em uma identificação que, se baseada em Cristo Jesus e nos valores do Evangelho, caracterizando-se pela doação de si e respeito mútuo, muito contribui para o amadurecimento e crescimento. Atenção, nem toda amizade precisa desembocar em um namoro. Pelo contrário, é perigoso confundir as coisas. Para evitar namoros precipitados (baseados só na atração física, carências ou sentimentos efêmeros), que fazem alguns mudarem de namoro como se troca de roupa e que, em vez de gerar crescimento, pode gerar tantas feridas, dores e marcas na pessoa e nos futuros relacionamentos, é preciso que se tenha um relacionamento de amizade. O momento é de aprofundar o conhecimento do outro e procurar ir à luz da oração e da convivência buscando alguns pontos de discernimentos.
Pontos de discernimento no plano psicológico: alguns pontos na maturidade humana e na identificação dos projetos e planos de vida, inclinações, aspirações, gostos, formação e educação que cada um teve e que não podem ser ignoradas, sob o risco de serem fonte de profundos desgastes e verdadeiros furos que farão naufragar o relacionamento. Não se trata de que o outro seja igual a mim, mas que se nestes pontos podemos nos completar, aceitar e nos construir mutuamente, e se há maturidade em ambos para isto.
Pontos de discernimento no plano espiritual: Se queremos nos relacionar em Deus e com Deus, este plano não pode ser esquecido. Conhecer a espiritualidade do outro, suas aspirações de conduta moral e de compromisso com a Igreja é fundamental para evitar conflitos futuros, ou namoros onde Deus e sua Palavra estejam ausentes.
Pontos para discernimento no plano afetivo: A afeição em um relacionamento afetivo é o primeiro passo, mas com certeza não se constitui em sinal de presença real de uma semente de amor. Se o que me faz afeiçoar-me ao outro é só sua aparência física, isto tem sua importância, mas não é tudo. As aparências passam e o coração, mentalidade e forma de ser permanecem. É preciso descobrir se o senti¬mento que me move tem a maturidade de ENXERGAR e ACEITAR os limites, defeitos e fragilidades do outro. Pondo na balança o que pesa mais, é o que nos une ou o que nos divide? Neste momento, um certo realismo é salutar, para que a paixão não cegue, e evitemos dar um passo que depois vai nos ferir e ferir ao outro.
O Namoro uma vez sedimentado no nosso interior o processo de discernimento (que exige tempo, pois não se resume a dias ou poucas semanas, mas a alguns meses de convivência e oração) e chegando a um discernimento positivo em relação ao namoro, alguns pontos não podem ser esquecidos:
A amizade O namoro é, antes de tudo, uma amizade que se aprofunda e sedimenta uma caminhada a dois. É essencial que o tempo que os namorados passam juntos seja anima¬do pelo diálogo e a abertura do seu ser que se deixa conhecer e revelar. O esforço do diálogo, conversar assuntos que unem e saber também conversar as divergências; revelar-se para o outro através da arte do diálogo é fonte de relacionamentos saudáveis e maduros.
A oração A presença de Jesus dentro de um namoro cristão não pode ser decorativa ou em plano inferior. Ele tem que ser o primeiro para dar fertilidade ao relacionamento. Por isto, é necessário dar tempo e espaço para a oração, partilhar de experiências da vida espiritual, de leitura espiritual. É importante que se saiba que se tem a responsabilidade de levar o outro para Deus e para a Igreja, e não ser um obstáculo para a comunhão com Deus e o serviço na Igreja. A oração e os sacramentos serão também a fonte da graça para permanecer sob as orientações da Palavra e da Igreja, e nos capacitará a crescer na escola do verdadeiro amor, que é aquele que ama apesar dos defeitos e limites do outro.
A abertura Os namorados cristãos não podem estar somente voltados para si mesmos, como se só o outro existisse, ou que este relacionamento, se não for o único, torne os outros opacos e insignificantes. Os namorados cristãos sabem fugir do risco da dependência, que sempre é sinal de carência e não de verdadeiro amor, e se aplicam na abertura, amizade e dedicação aos outros (amigos, família), que também são fontes de complemento para a nossa vida, e esta abertura toma-se fonte de enriqueci¬mento do próprio namoro.
Os carinhos Especial cuidado deve ter neste campo, pois, muitas vezes, mesmo em namoros cristãos, constatamos cenas de carícias que levam a estados de profunda excitação emocional e orgânica que, seguindo o modelo do mundo considera-se normal, quando na verdade estes atos são apropriados para a preparação do ato conjugal dentro do matrimônio.
O não se deter no físico, e o traçar limites bem definidos e claros para os dois, buscando a pureza e evitando o puritanismo, é ponto básico e que muito necessita da graça para não se deixar levar pelas "facilidades" mútuas, que o sensualismo deste mundo e a concupiscência da carne plantaram em nós.
Nós precisamos construir um Mundo Novo, baseado na Boa Nova de Jesus e da Sua Igreja. Entretanto, não haverá Mundo Novo se não houver Famílias Novas. Não haverá Famílias Novas se não houver Namoros Novos.
http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=315. Comunidade Shalom. Em 12 de junho de 2009. Pe. Sebastião Marcio

QUAL O SIGNIFICADO DA SOLENIDADE DO CORPO E DO SANGUE DE CRISTO


Qual é exatamente o significado da solenidade de hoje, do Corpo e do Sangue de Cristo? Antes de tudo reunimo-nos em volta do altar do Senhor, para estar na sua presença; em segundo lugar faremos a procissão; e por fim, o ajoelharmo-nos diante do Senhor: a adoração. Detenhamo-nos brevemente sobre estas três atitudes, para que sejam verdadeiramente expressão da nossa fé e da nossa vida.
O primeiro ato é o de reunir-se na presença do Senhor. Isto dá-nos a ideia daquilo que foi, nas origens, a celebração eucarística em Roma, e em muitas outras cidades onde chegava a mensagem do evangelho: havia em cada Igreja particular um só Bispo e à sua volta, em volta da Eucaristia por ele celebrada, constituía-se a Comunidade, única porque era uno o Cálice abençoado e um o Pão partido. "Todos vós sois um só"! A Eucaristia nunca pode ser um fato privado, reservado a pessoas que se escolheram por afinidades ou por amizade. Foi esta, desde os inícios, uma característica do cristianismo realizada visivelmente em volta da Eucaristia. Portanto, o Corpus Christi recorda-nos: ser cristãos significa reunir-se de todas as partes para estar na presença do único Senhor e tornar-se n'Ele um só.
O segundo aspecto é o caminhar com o Senhor. É a realidade manifestada pela procissão, que se faz depois da Santa Missa. Com a doação de Si mesmo na Eucaristia, o Senhor Jesus faz-nos dar um passo em frente, e depois outro, e assim põe-nos a caminho, com a força deste Pão da vida. A procissão do Corpus Christi ensina-nos que a Eucaristia nos quer libertar de qualquer abatimento e desencorajamento, quer fazer-nos levantar, para que possamos retomar o caminho com a força que Deus nos dá mediante Jesus Cristo. Sem o Deus-connosco, o Deus próximo, como podemos enfrentar a peregrinação da existência, quer individualmente quer em comunidade e família de povos? A Eucaristia é o Sacramento do Deus que não nos deixa sozinhos no caminho, mas se coloca ao nosso lado e nos indica a direção. De fato, não é suficiente ir em frente, é preciso ver para onde se vai! Deus criou-nos livres, mas não nos deixou sozinhos: Ele mesmo se fez "via" e veio caminhar juntamente conosco, para que a nossa liberdade tenha também o critério para discernir o caminho justo e percorrê-lo.
E a este ponto não se pode deixar de pensar no início do "decálogo", os dez mandamentos, onde está escrito: "Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fez sair do Egipto, de uma casa de escravidão. Não terás outro Deus além de Mim" (Êx 20, 2-3). Encontramos aqui, no decálogo o sentido do terceiro elemento constitutivo do Corpus Christi: ajoelhar-se em adoração diante do Senhor. Adorar o Deus de Jesus Cristo, que se fez pão repartido por amor, é o remédio mais válido e radical contra as idolatrias de ontem e de hoje. Ajoelhar-se diante da Eucaristia é profissão de liberdade: quem se inclina a Jesus não pode e não deve prostrar-se diante de nenhum poder terreno, mesmo que seja forte. Nós, cristãos, só nos ajoelhamos diante do Santíssimo Sacramento, porque nele sabemos e acreditamos que está presente o único Deus verdadeiro, que criou o mundo e o amou de tal modo que lhe deu o seu Filho único (cf. Jo 3, 16). Prostramo-nos diante de um Deus que foi o primeiro a inclinar-se diante do homem, como Bom Samaritano, para o socorrer e dar a vida, e ajoelhou-se diante de nós para lavar os nossos pés sujos. Adorar o Corpo de Cristo significa crer que ali, naquele pedaço de pão, está realmente Cristo, que dá sentido verdadeiro à vida, ao imenso universo como à menor criatura, a toda a história humana e à existência mais breve. A adoração é a oração que prolonga a celebração e a comunhão eucarística na qual a alma continua a alimentar-se: alimenta-se de amor, de verdade, de paz; alimenta-nos de esperança, porque Aquele diante do qual nos prostramos não nos julga, não nos esmaga, mas liberta-nos e transforma-nos. Cf. http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2008/documents/hf_ben-xvi_hom_20080522_corpus-domini_po.html em 21 de maio de 2009.