quinta-feira, 25 de junho de 2009

Princípios e orientações para o Culto a Nossa Senhora


Se lermos a história de como se desenvolveram o culto e a devoção a Nossa Senhora, vamos perceber que no início do cristianismo Maria já era venerada pela Igreja oficial e pela piedade popular. A espiritualidade cristã é uma só, mas em todas as suas manifestações deve aparecer um colorido mariano. E, por sua vez, qualquer ato de culto ou devoção a Maria deve expressar-se no contexto global da fé cristã.
A Igreja a honra com culto especial ( ... ) Este culto, tal como existiu sempre na Igreja, é de todo singular ( ... ) ao honrarmos a Mãe, seja bem conhecido, amado e glorificado o Filho, e bem observados os mandamentos daquele pelo qual exis­tem todas as coisas" (LG, 66).
A Igreja nos oferece através de seu ensinamento ricos princípios e orientações que nos dão muita segurança.
O papa Paulo VI sintetiza esses princípios na exortação apostólica Marialis cultus. São sete: todo culto e devoção a Nossa Senhora devem decorrer e estar impregnados da dimensão trinitá­ria, cristológica, eclesial, bíblica, litúrgica, ecumênica e antropológica. Ao indicar esses princípios e orientações, a Igre­ja deseja que ponhamos em sintonia, que harmonizemos no culto e devoção a Maria as suas raízes, a tradição e a atualidade.
Portanto, para ser autêntica homenagem a Nossa Se­nhora, um culto deve ser fiel aos grandes pontos da nossa fé, à grande tradição da Igreja. Ao mesmo tempo, deve ser atualizado, ou seja, um culto que não nos afaste dos pro­blemas do mundo. Ao contrário, que nos leve a tê-Ios sempre presentes e nos comprometa com a realidade que nos cerca.
O Santo Concílio exorta com todo o empenho os teólogos e os pregadores da Palavra divina a que, ao considerarem a singular divindade da Mãe de Deus, se abstenham com cuidado tanto de qualquer falso exage­ro, como também duma demasiada pequenez de espíri­to. Com o estudo da Sagrada Escritura, dos santos pa­dres, dos doutores e das liturgias da Igreja, esclareçam com precisão, sob a orientação do magistério, as fun­ções e os privilégios da Santíssima Virgem, que sempre se referem a Cristo, origem de toda a verdadeira santi­dade e devoção. A Igre­ja nos adverte que a verdadeira devoção não consiste em sentimentalismo estéril e passageiro nem em certa vã credulidade. Uma verdadeira devoção a Nossa Senhora, insistimos, floresce das raízes da fé. Se assim for, não será sentimentalismo estéril e passageiro. Pelo contrário, nossa devoção vai ficar enriquecida se nela pusermos toda a nossa afetividade, toda a nossa ternura, toda a nossa emoção. Cf. Pe. João Batista Megale, Eis a Rosa. Maria, a Mulher mais Louvada. Paulinas, São Paulo, 2 edição, 2000.

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